Convite e explicação
Olá,
A gente da APS vai fazer um pequeno ciclo de formação e queríamos convidar você para participar. É um curso simples, introdutório, que pretende contribuir na formação de nossa militância debatendo alguns temas, autores e processos históricos. É também um um ensaio para um processo de formação que gostaríamos que fosse mais contínuo, e que se reproduza anualmente e em mais espaços.
Partimos de uma determinada tradição da esquerda brasileira, democrática e popular, de inspiração marxista e vocação revolucionária. Dialogamos com os mais de 500 anos de resistência popular, negra, indígena e feminista. Somos leitores de Marx, Lênin e Gramsci, também de Florestan, Caio Prado e Clóvis Moura, de Mariátegui e Franz Fannon, de Kollontai e da Pagu. Dedicamos nossas melhores energias pela revolução brasileira, que será fruto da luta da maioria oprimida e excluída desse país.
A formação política é fundamental para as organizações, ampliando a percepção dos militantes e melhorando sua intervenção. O objetivo geral deste ciclo é contribuir com essa formação, apresentando temas, processos históricos e conceitos importantes para a esquerda, tanto práticos (históricos) como teóricos, clássicos e contemporâneos. Foram escolhidos quatro módulos, tentando ser bem abrangente (mas não exaustivo):
- O estudo de um processo revolucionário serve de inspiração e modelo. Além disso, pode detalhar os processos, demonstrando concretamente a “utilização” de conceitos, bem como desenvolvendo novos conceitos para descrever situações típicas. A revolução russa, que completou seu centenário no final do ano passado, é talvez a maior experiência revolucionária da humanidade, e está cheia de lições históricas e exemplos de genialidade e grandeza.
B) O estudo de um autor clássico do marxismo ajuda na interpretação do mundo, com a apresentação de categorias e de uma certa visão de mundo. Esse ano é o aniversário de 200 anos do nascimento do Marx. O pai do marxismo (como não gostava que dissessem, aliás), ofereceu ao mundo um método de interpretação da realidade e de transformação social que parte do ponto de vista dos trabalhadores, até hoje insuperável. Nada mais justo que homenagear o velho barbudo estudando alguns aspectos de sua obra.
C) Como nosso chão é a revolução brasileira, voltaremos também nossa atenção para os nossos problemas e os dilemas da esquerda brasileira. Em tempos de golpe, é oportuno o curso oferecido pelo professor Luís Filipe Miguel, “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”. Vamos nos basear na sua ementa e tentar fazer algo reduzido, refletindo sobre a fragilidade da democracia brasileira e a atuação histórica das elites para usar a força, militar ou judiciária, para garantir privilégios e manter a exploração.
D) Por fim, aprofundar um pouco o debate sobre a questão racial e das mulheres. Além de refletir sobre cada uma dessas formas de opressão e exclusão social, vamos buscar também relacionar as opressões à luta de classes. A questão das opressões do racismo e do machismo (e outras) vêm ganhando destaque, e nossa reflexão nem sempre acompanha. A proposta é superar a ideia de que são lutas identitárias e debater como esses temas são estruturantes para o capitalismo e centrais na luta de classes.
O conteúdo dos módulos está aberto para contribuições, dentro das linhas sugeridas. Vamos nos reunir quinzenalmente às terças feiras, das 19h às 21h30, na sede do PSOL (Alameda Barão de Limeira, 1412). Esse pode ser, além de um espaço de formação, também um espaço de encontros e de fortalecimento de nossas lutas. Esperamos vocês.
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